domingo, 27 de novembro de 2011

Nal Goldin : exposição censurada no Oi futuro.


Em carta aberta e divulgada no Facebook, a curadoria Lígia Canongia lamenta terem sido” jogados fora” dois anos de trabalho para a montagem de uma exposição com obras da fotógrafa norte-americana Nan Goldin. O motivo? Censura. O Supergiba buscou informações sobre o ocorrido na página oficial da instituição, dando ao Oi Futuro o direito de resposta, mas teve seu post retirado do mural. O mesmo aconteceu com outros usuários.
A apuração dessa história continua amanhã. Confira a íntegra da carta abaixo:
“Em reunião ontem, no Oi Futuro, fui comunicada pelo curador e pela direção do instituto que a exposição de Nan Goldin estava suspensa.
Em ato arbitrário, prepotente e desrespeitoso com a artista, os curadores, e sobretudo, com a obra de arte, a mostra foi CENSURADA.
A artista chegaria ao Rio dentro de 20 dias, e a exposição se inauguraria em 09 de janeiro, ou seja, faltando praticamente 1 mês.
A direção e a curadoria dessa casa simplesmente não sabiam quem era Nan Goldin e o conteudo de suas imagens, tomando conhecimento delas apenas no final de outubro, embora tenham selecionado a exposição em edital de um ano atras.
Um trabalho de quase dois anos foi jogado fora, sumariamente.
Atos como este so se inscreveram na historia durante o nazismo, o fascismo e as ditaduras.
A instituição teve apenas o desplante de me pedir que levasse a exposição para outro lugar.
Se vocês puderem e quiserem se manifestar a esse respeito, eu agradeceria, pois vou reencaminhar ao Oi Futuro a ressonância dessa arbitrariedade no meio artistico.
Um grande abraço,
Ligia Canongia”

Nan Goldin realizou sua primeira individual em Boston em 1973, apresentando um conjunto de imagens das comunidades gays e transexuais da cidade, introduzida no meio pelo amigo David Armstrong. Goldin graduou-se na School of the Museum of Fine Arts, Boston/Tufts University em 1977/1978, onde trabalhou na maioria com impressões através do processo de Cibachrome. Goldin, residente em Nova York, realizada desde o final dos anos 70 um trabalho focado na documentação da subcultura gay nos Estados Unidos.

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